Infiltração na coluna é a aplicação de medicação, em geral anestésico e corticoide, diretamente na estrutura que gera a dor: a raiz nervosa, o espaço epidural ou a articulação facetária. Feita com agulha fina e guiada por radioscopia ou ultrassom, controla a dor da hérnia, da estenose e da artrose facetária por semanas a meses e permite avançar na reabilitação. A rizotomia por radiofrequência prolonga esse efeito ao desativar o nervo que leva a dor da articulação.

O Dr. Guilherme Gontijo realiza esses procedimentos em Belo Horizonte como parte do tratamento, nunca como substituto do diagnóstico.
Tipos de procedimento
Bloqueio radicular
Para dor irradiada por hérnia ou estenose foraminal. A medicação é depositada junto à raiz comprimida. Serve também como teste: se a dor some, a raiz está confirmada como fonte.
Infiltração epidural
Para dor em mais de uma raiz ou estenose central. O corticoide é aplicado no espaço em volta do saco dural.
Bloqueio facetário e rizotomia por radiofrequência
Para dor lombar ou cervical de origem articular, que piora em extensão e rotação. O bloqueio diagnóstico identifica a articulação; a radiofrequência aquece o ramo nervoso que a inerva e interrompe o sinal de dor por meses, às vezes mais de um ano.
Como é feito
O procedimento acontece em ambiente hospitalar ou de centro cirúrgico ambulatorial, com o paciente deitado, anestesia local e, se desejar, sedação leve. A agulha é posicionada sob controle de imagem e o contraste confirma o alvo antes da medicação. Dura de 15 a 40 minutos. A alta é no mesmo dia, com retorno a atividades leves em 24 a 48 horas.
Para quem é indicado
- Dor radicular por hérnia de disco que não cedeu com medicação e fisioterapia
- Estenose do canal com claudicação, para ganhar janela de reabilitação
- Dor facetária lombar ou cervical crônica
- Pacientes que não podem ou não querem operar no momento
- Confirmação do nível gerador de dor antes de planejar uma cirurgia
Limites e riscos
A infiltração não retira a hérnia nem alarga o canal; ela trata a inflamação e a dor. O número de aplicações com corticoide por ano é limitado. Complicações são raras quando o procedimento é guiado por imagem e feito em ambiente adequado: dor local temporária, elevação passageira da glicemia em diabéticos e, muito raramente, infecção ou sangramento.
Infiltração ou cirurgia?
A pergunta certa é outra: qual é a causa e qual é a urgência. Dor sem déficit neurológico dá tempo para tratar sem operar, e a infiltração faz parte desse caminho. Fraqueza progressiva ou compressão grave não se tratam com agulha. Quem conduz o caso precisa dominar os dois lados para indicar o certo.
Perguntas frequentes sobre infiltração e radiofrequência
Infiltração na coluna dói?
A anestesia local torna o procedimento bem tolerado; o desconforto maior é a pressão no momento da injeção. Com sedação leve, a maioria dos pacientes não guarda lembrança de dor.
Quanto tempo dura o efeito da infiltração?
Varia de algumas semanas a vários meses, conforme a causa. Na hérnia aguda, o alívio costuma ser suficiente para o corpo reabsorver o fragmento. Na radiofrequência facetária, o efeito médio passa de seis meses e pode ser repetido.
Quantas infiltrações posso fazer?
Com corticoide, em geral até três por ano no mesmo local. Se a dor volta sempre, o plano precisa mudar, e não apenas repetir a agulha.
Preciso de acompanhante?
Sim, quando há sedação. Dirigir no mesmo dia não é permitido nessa situação.
Fontes e leitura complementar
- Epidural, NHS, serviço de saúde britânico (em inglês)
- Low Back Pain, OrthoInfo, Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (em inglês)
- Sociedade Brasileira de Coluna (SBC)
