Dr. Guilherme GontijoCirurgia da coluna Agendar consulta
Tratamentos

Cirurgia endoscópica da coluna em Belo Horizonte: hérnia tratada por uma incisão de 8 milímetros

Uma câmera de alta definição entra entre as fibras musculares e retira o que comprime o nervo.

Revisado por quem é o Dr. Guilherme Gontijo, ortopedista e cirurgião de coluna. Atualizado em outubro de 2026.

A cirurgia endoscópica da coluna trata hérnias de disco e alguns tipos de estenose por uma incisão de cerca de 8 milímetros, pela qual passa um endoscópio com câmera e instrumentos finos. A musculatura não é cortada, o sangramento é mínimo e a maioria dos pacientes recebe alta no mesmo dia, caminhando.

Dr. Guilherme Gontijo paramentado no centro cirúrgico antes de uma cirurgia endoscópica da coluna

O Dr. Guilherme Gontijo treinou a técnica em Frankfurt, com o Dr. Ralf Wagner, referência europeia em endoscopia da coluna, e a aplica em Belo Horizonte desde então nos casos em que ela é a melhor opção.

Como funciona

Sob anestesia, uma agulha é guiada por radioscopia até o alvo. Sobre ela entra um tubo de trabalho de poucos milímetros e, por dentro dele, o endoscópio com irrigação contínua. O cirurgião vê a raiz nervosa e o fragmento de disco ampliados numa tela e retira apenas o que comprime, preservando o restante do disco e os ligamentos.

Existem dois acessos principais: o transforaminal, pela lateral, e o interlaminar, por trás. A escolha depende do nível e da posição da hérnia.

Para quais problemas

  • Hérnia de disco lombar com dor ciática que não melhorou com tratamento conservador
  • Hérnia de disco cervical selecionada
  • Estenose foraminal, com descompressão do canal por onde sai a raiz
  • Estenose do canal lombar em um nível, pela técnica endoscópica unilateral biportal
  • Dor facetária crônica, com rizotomia endoscópica em casos específicos

Vantagens em relação à cirurgia aberta

Incisão mínima, sem desinserção muscular, menos dor no pós-operatório, menor uso de analgésicos, alta no mesmo dia ou em 24 horas e retorno ao trabalho sentado em uma a duas semanas. Para o paciente mais velho ou com comorbidades, a menor agressão cirúrgica reduz riscos clínicos. A visualização ampliada também aumenta a precisão do gesto.

Limites da técnica

Nem toda hérnia é endoscópica. Hérnias muito migradas, calcificadas, com instabilidade do segmento ou estenoses em vários níveis podem exigir microcirurgia, descompressão por tubos ou artrodese. A indicação honesta é o que garante o resultado, e por isso a avaliação considera todas as vias antes de escolher.

Recuperação

Caminhar no mesmo dia; curativo pequeno; retorno a atividades leves em dias. A fisioterapia começa cedo, com foco em fortalecimento do tronco. Esforço pesado e esporte de impacto aguardam a cicatrização do anel fibroso, em geral de seis a oito semanas. Como o disco operado continua sujeito a desgaste, a reabilitação é parte do tratamento, não um complemento.

Perguntas frequentes sobre cirurgia endoscópica

A cirurgia endoscópica da coluna é definitiva?

Ela retira o fragmento que comprime o nervo e resolve a dor irradiada na grande maioria dos casos. O disco tratado permanece sujeito a nova hérnia, como em qualquer técnica; fortalecimento e cuidados de carga reduzem esse risco.

Quanto tempo dura a cirurgia?

De 40 a 90 minutos na maior parte das hérnias de um nível, com anestesia geral ou sedação profunda conforme o acesso.

Fico internado?

Em geral a alta é no mesmo dia ou na manhã seguinte, já caminhando.

Qual a diferença entre endoscópica e microcirurgia?

As duas são minimamente invasivas. A microcirurgia usa microscópio e uma incisão de 2 a 3 centímetros com afastamento muscular; a endoscópica usa câmera por um tubo de 8 milímetros entre as fibras. Cada uma tem indicações em que é superior.

Fontes e leitura complementar

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