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Doenças da coluna

Espondilolistese em Belo Horizonte: quando uma vértebra escorrega sobre a outra

Grau do escorregamento, estabilidade e sintomas nas pernas decidem entre fortalecer e fixar a coluna.

Revisado por perfil do Dr. Guilherme Gontijo, ortopedista e cirurgião de coluna. Atualizado em outubro de 2026.

Espondilolistese é o deslizamento de uma vértebra para a frente em relação à de baixo. Nos jovens costuma vir de um defeito no arco vertebral (espondilólise), comum em quem praticou ginástica ou esportes com hiperextensão; nos adultos, do desgaste das articulações facetárias. Quando o escorregamento é pequeno e estável, o tratamento é conservador; quando estreita o canal ou é instável, a fixação resolve.

Profissional de saúde examinando a região lombar de paciente com dor nas costas

Em Belo Horizonte, o Dr. Guilherme Gontijo trata espondilolistese priorizando a estabilização por técnicas minimamente invasivas, com menor agressão muscular e recuperação mais curta.

Graus e tipos

O escorregamento é medido em percentual do corpo vertebral: grau I até 25%, grau II até 50%, grau III até 75% e grau IV acima disso. A maior parte dos casos que chega ao consultório é grau I ou II. Os dois tipos mais frequentes são a ístmica, por fratura de estresse do arco no jovem, e a degenerativa, do adulto acima dos 50, quase sempre em L4-L5.

Sintomas

  • Dor lombar que piora em pé e ao estender o tronco
  • Dor ou dormência nas pernas ao caminhar, como na estenose
  • Sensação de trava ou falseio na lombar
  • Encurtamento dos isquiotibiais e marcha alterada no adolescente
  • Fraqueza ou alteração de sensibilidade quando há compressão de raiz

Como se confirma

A radiografia em pé mostra e mede o escorregamento; as incidências em flexão e extensão dizem se ele se move, ou seja, se há instabilidade. A ressonância avalia o canal, os forames e os discos. Em jovens com suspeita de espondilólise recente, a tomografia ou a ressonância com sequências específicas identificam a fratura de estresse ainda em fase de consolidação.

Tratamento sem cirurgia

Fortalecimento do tronco com ênfase em estabilização, controle de carga, perda de peso quando indicada e fisioterapia dirigida controlam os sintomas na maioria dos graus I e II. No adolescente com espondilólise aguda, repouso esportivo e, em casos selecionados, órtese permitem a consolidação. Bloqueios guiados por imagem ajudam nas fases de dor radicular.

Quando fixar a coluna

A artrodese é indicada quando há dor incapacitante refratária, instabilidade comprovada, progressão do escorregamento ou déficit neurológico. A técnica une as duas vértebras com parafusos e um espaçador no lugar do disco, descomprimindo as raízes no mesmo tempo cirúrgico.

Hoje isso pode ser feito por acessos minimamente invasivos: MIS-TLIF por trás, com parafusos percutâneos, ou OLIF pelo flanco, que não toca a musculatura posterior. Menos sangramento, menos dor e alta precoce são o ganho prático dessas vias.

Perguntas frequentes sobre espondilolistese

Espondilolistese grau 1 precisa de cirurgia?

Na grande maioria dos casos, não. Grau I estável é tratado com fortalecimento e controle de carga. A cirurgia entra se a dor não responde, se há instabilidade no exame dinâmico ou se aparecem sintomas de compressão nervosa.

A vértebra pode voltar ao lugar?

O objetivo da cirurgia é estabilizar e descomprimir, não necessariamente reposicionar por completo. Em escorregamentos pequenos, redução parcial e fusão sólida já eliminam a dor e protegem os nervos.

Posso fazer exercício com espondilolistese?

Sim, e é parte do tratamento. Preferir exercícios de estabilização e evitar hiperextensão repetida com carga. A liberação para esportes específicos é individual.

Quanto tempo leva a recuperação da artrodese minimamente invasiva?

Marcha no dia seguinte, alta em um a três dias e retorno a atividades leves em algumas semanas. A consolidação óssea completa leva meses, e a progressão de esforço acompanha esse tempo.

Fontes e leitura complementar

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