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Doenças da coluna

Escoliose em Belo Horizonte: acompanhar, usar colete ou operar

A curva em graus, a idade óssea e a dor definem a conduta; a maioria dos casos nunca precisa de cirurgia.

Revisado por formação do Dr. Guilherme Gontijo, ortopedista e cirurgião de coluna. Atualizado em outubro de 2026.

Escoliose é a curvatura lateral da coluna acima de 10 graus, quase sempre acompanhada de rotação das vértebras. No adolescente ela costuma ser idiopática e indolor, e o cuidado é impedir que a curva cresça durante o estirão. No adulto, a escoliose degenerativa aparece com o desgaste e vem com dor e, às vezes, compressão nervosa.

Radiografias da coluna vertebral mostrando curvatura lateral de escoliose

O Dr. Guilherme Gontijo acompanha escoliose em Belo Horizonte nas duas fases da vida, com um princípio: observar o que é estável, agir no que progride.

Como a escoliose é medida

A radiografia de coluna inteira em pé mede o ângulo de Cobb, que classifica a curva: leve até 25 graus, moderada entre 25 e 45 e grave acima de 45 a 50. No adolescente também se avalia a maturidade óssea, porque a curva só progride enquanto há crescimento. A ressonância é pedida quando a curva é atípica, dolorosa ou vem com sinais neurológicos.

Escoliose no adolescente

Observação

Curvas leves em quem ainda cresce são reavaliadas a cada quatro a seis meses. Atividade física é liberada e incentivada.

Colete

Indicado em curvas moderadas com crescimento restante. Usado o número certo de horas por dia, reduz de forma comprovada a chance de a curva chegar à faixa cirúrgica.

Cirurgia

Reservada a curvas acima de 45 a 50 graus ou que progridem apesar do colete. A artrodese com parafusos corrige e estabiliza a curva. É cirurgia de grande porte, mas realizada com monitorização neurológica contínua e planejamento detalhado.

Escoliose do adulto

No adulto a queixa principal é a dor lombar, a perda de altura e, quando o canal estreita, a dor nas pernas. A conduta é funcional: fisioterapia, fortalecimento, controle da dor com bloqueios quando necessário. A cirurgia entra quando há dor incapacitável, desequilíbrio do tronco que impede ficar em pé ou compressão nervosa progressiva, e pode variar de uma descompressão localizada a uma correção mais extensa.

O que o paciente e a família perguntam

Postura não causa escoliose idiopática, nem mochila pesada. Natação não corrige a curva, embora faça bem. Fisioterapia específica ajuda na função e na dor, e em protocolos específicos pode contribuir para o controle da curva leve, mas não substitui o colete quando ele é indicado.

Perguntas frequentes sobre escoliose

Escoliose de 20 graus precisa de cirurgia?

Não. Curvas leves são acompanhadas com radiografias periódicas enquanto há crescimento e, no adulto, tratadas pela dor quando ela existe. A cirurgia é discutida a partir de 45 a 50 graus ou em progressão documentada.

A cirurgia de escoliose é perigosa?

É uma cirurgia de grande porte com riscos conhecidos, mas realizada em centros preparados, com monitorização neurológica durante todo o procedimento, apresenta taxa de complicações graves baixa. O risco individual é discutido caso a caso antes da decisão.

Adulto com escoliose pode fazer musculação?

Pode, com técnica correta e progressão de carga orientada. Fortalecer o tronco é parte do tratamento. Movimentos que provocam dor são adaptados, não proibidos para sempre.

O colete corrige a escoliose?

O colete não endireita a coluna de forma definitiva; ele impede que a curva aumente durante o crescimento. Esse controle é o que evita a cirurgia em boa parte dos adolescentes.

Fontes e leitura complementar

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